sábado, 28 de Julho de 2012

Quanta Terra Grande Reserva Branco 2009

Cor amarelo palha (ligeiramente dourada), correcta, a deixar em aberto as expectativas que, no nariz, não se confirmam: é um vinho apagado (com pouca expressão aromática): apenas aromas citrinos e um certo aroma de frutos tropicais (leia-se “ananás” por não se notar distintamente nenhum outro); algum aroma floral, indistinto, que só se nota com bastante esforço, provavelmente, primário mas, a julgar pelas castas, que talvez resulte do processo de fermentação (expressão aromática varietal por acção de leveduras, eventualmente, alguma estirpe de S. cerevisiae “escolhida” para o efeito); é ainda notório um aroma secundário a tender para o cliché (levedura pura e dura; battonage?).

segunda-feira, 23 de Julho de 2012

(Sr. Vinho) Quinta da Gaivosa 2003

É um vinho com 9 anos, com grande intensidade cromática e tonalidade ainda muito nos vermelhos, com poucos indícios da idade que tem.
O aroma é limpo e complexo, com a madeira muito bem integrada com frutos vermelhos, muito maduros: morangos, amoras…

sábado, 14 de Julho de 2012

Quinta do Pôpa Vinhas Velhas 2007

VV Pôpa 2007 produzido a partir de Vinhas Velhas de idade superior a 60 anos, à partida uma boa companhia para jantar.
A intensidade da cor e a tonalidade rubi prometem um vinho com bastante estrutura e ainda pouco evoluído.
O aroma a carvalho francês está bem presente, pouco integrado com os frutos vermelhos, morangos, cerejas, ameixas, alguma compota, alguma complexidade aromática com a madeira ainda muito sobreposta.

sexta-feira, 6 de Julho de 2012

Ossian, um vinho perfeito, ou quase…

Ossian foi o vinho convidado para o jantar de Maio de 2011, as expectativas são altas, vinha histórica, bem localizada, produção ecológica? Biológica? Da casta Verdejo, um vinho conceituado em todo o mundo que talvez não precise de muitas apresentações. Depois de alguma espera até a temperatura ser ideal, chegou o momento da prova (não me lembro do aspecto, também havia pouca luz… :P). Ossian tem uma complexidade que o distingue e favorece, com um grande espectro aromático, salientam-se aromas da casta, aromas adquiridos na fermentação e aromas terciários, um vinho que pede uma apreciação cuidada, para que se possa revelar cada um dos aromas que o constitui. Fresco, mineral, frutos evidentes, notas de ananás, melão, carvalho francês ainda demasiado presente, pedindo tempo para que a madeira possa desvanecer um pouco. Um vinho de forte carácter, sério e consistente. Na boca não defrauda expectativas, boa acidez a compensar o teor alcoólico, seco, não sendo tão seco e tão duro como algumas notas de prova que já tinha visto relativamente ao Ossian 2006. Neste Ossian 2008 é a madeira que o torna seco, havendo ainda uma sensação de doce, que é mais evidente se a temperatura do vinho subir no copo. A fruta ainda pouco integrada com a madeira permanecem no final de boca, longo a ananás e carvalho francês, prometendo melhores anos em garrafa. Um vinho apetecível para provar e apreciar a complexidade que é capaz de demonstrar. Vinhos como o Ossian exigem ser desfrutados, permitem muita conversa acerca do próprio, trocas de ideias e impressões. Ao fim de algum tempo, mesmo antes de o jantar terminar, o Ossian voltou a surpreender, deu mais um ar da sua graça:


todos os aromas desapareceram, perderam-se e deram lugar apenas a um forte e inequívoco aroma de fósforo queimado. O vinho perdeu a vida, o aroma perdeu-se por completo, era inesperado e impensável, agitávamos os copos, mas nada o fez voltar. No paladar, reflectiu-se exactamente o mesmo fósforo queimado. Um vinho tão completo e abrangente que proporcionou a sua despedida de forma tão invulgar. Há realmente vinhos que fazem a ocasião, impressionam, permanecem na memória, contam histórias… Coisas dos Vinhos.

Sophie Oliveira

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